Santo do Dia

<<  30/12/2018(DOMINGO)  >>

São Fulgêncio

Fabius Claudis Gordianus Fulgentius, nasceu em Thelepte em 467 de uma família de senadores em Cartago, Norte da África e recebeu excelente educação. Ele ajudou sua mãe a administrar os bens da família após a morte de seu pai e era conhecido por sua habilidade e honestidade. Por causa disto foi indicado procurador de sua terra natal e arrecadador de impostos de Byzacena. Com 22 anos ele deixou seu posto e entrou para o Mosteiro que era governado por um bispo ortodoxo de nome Faustus que havia sido expulso de sua Sé pelo Rei Ariano Huneric. A mãe de Fulgêncio provocou um tumulto a vociferar suas objeções a Faustus porque este tinha receios de aceitar seu filho Fulgêncio no Mosteiro. Faustus teve que deixar o Mosteiro mas Fulgêncio também saiu e entrou em outro Monastério onde o Abade Felix insistiu que ele governaria igualmente junto com Fulgêncio. Ali a vida era de extrema austeridade e simplicidade. Os dois governaram o Mosteiro por seis anos até 499 quando eles foram forçados a fugir dos invasores Numidianos e foram para Sicca Veneria. Eles foram presos a pedido de um padre Ariano, acoitados e torturados, mas se recusaram a renegar a sua fé ortodoxa e acabaram sendo soltos. Fulgêncio foi visitar os monges no deserto do Egito e depois foi para Roma para visitar as tumbas dos apóstolos. Ele retornou a Byzacena, vendeu seus bens e construiu um monastério onde era o Abade, mas vivia em uma pequena cela ao lado. Em 507 ele foi eleito, contra a sua vontade, Bispo de Ruspe, Tunísia, mas ele usou sua influência para construir outro monastério onde continuou a viver com a mesma austeridade. Quando todos os bispos foram exilados pelo Rei Thrasimundo em Cagliari ele, com a ajuda do Papa Symmaco, fundou um monastério em Cagliari e tornou-se o porta-voz dos Bispos exilados. Durante seu exílio ele se devotou ao estudo das escrituras e escreveu vários tratados sendo o mais famoso: “Respostas a 10 Objeções”, uma réplica a questões contra a ortodoxia levantadas pelo Rei Vândalo Thrasimundo. Isto atraiu a atenção do Rei e em 515 ele chamou Fulgêncio para Cartago para discutir com o clero ariano. Fulgêncio escreveu ainda: “Três livros ao Rei Thrasimund” uma brilhante refutação ao Arianismo. Veja Arianismo logo abaixo. Fulgêncio teve forte influencia sobre o clero ariano que era tão poderoso que em 518 ele foi enviado de volta a Sardinia onde ele construiu outro monastério perto de Cagliari. Com a morte de Thrasimundo o seu sucessor Hilderico deixou os bispos ortodoxos retornarem a sua Sé em 523. Assim metade do episcopado de Fulgêncio foi no exílio. Mas ao voltar tentou acabar com os abusos que haviam sido feitos durante sua ausência e só conseguiu quando ameaçou se retirar para um Mosteiro na ilha de Circinia.Sua congregação não permitiu e ele conseguiu as reformas que desejava. Ele era um notável pregador. Conta-se que o Bispo de Cartago ao ouvir um de seus sermões chorou de emoção. Ele ainda escreveu um tratado sobre o “Destino das crianças não batizadas” que até hoje é considerado um modelo de teologia. Veio a falecer em Ruspe em 1º de janeiro de 533. Os membros de sua Sé o enterraram no interior de sua igreja o que era contrario as leis e aos um costume da época. Sua festa é celebrada no dia 30 de dezembro.