Santo do Dia

<<  14/12/2018(6ª-FEIRA)  >>

Santo Esperidião

Santo Esperidião de Tremithius, também chamado Spyridon de Tremithius foi um criador de ovelhas que foi torturado durante as perseguições do Imperador Diocleciano. Famoso pelos seus conhecimentos da biblia, Esperidião já era casado e tinha filhos quando foi elevado ao bispado de Tremithius. A tradição diz que ele atendeu ao Consílho de Nicaea em 321 mas o seu nome não está na lista oficial dos bispos que nela compareceram. Ele compareceu ao Concílho de Sardica em 343 no qual Constantino requereu a condenação de Atanásio de Alexandria. A tradição diz que Eperidião foi um dos defensores de São Atanasio, que mais tarde foi considerado um dos grande filósofos e Doutor da Igreja pelos trabalhos sobre o grande mistério Jesus-Homem-Deus. A tradição diz que certa vez ele ordenou a um lingote de ouro que retornasse a sua forma original e o lingote se tornou uma serpente. Outra vez, ouvindo um diácono ler as Escritura e percebendo que o leitor estava usando sua habilidade para atrair a atenção para sí mesmo e não para as palavras do Senhor, ele silenciou o diácono que imediatamente entendou seu erro e perdeu todo o desejo de chamar a atenção sobre si. Converteu um proiminente filósofo usando um pote para explicar o conceito da Santissima Trindade. O pote é feito de três elementos: terra,fogo e agua e acaba unido em um só pote. Durante esta lição a água fluiu da parte de baixo do pote e uma chama saiu de seu interior. Por isto ele é o padroeiro dos fabricantes de potes de barro. São Esperidião morreu em 348. Ele é padroeiro da Grécia e dos oleiros. Sua festa é celebrada no dia 14 de dezembro.

São João da Cruz

Ele nasceu como João de Ypes de Alvares em Fontiveros, Castilha, Espanha e foi criado pela sua mãe após a morte de seu pai, quando ainda era menino. Ele estudou no Colégio Jesuíta em Medina e já era aprendiz com a idade de 15 anos no hospital de Nossa Senhora da Conceição. Em 1563 ele entrou para o Monastério das dos Carmelitas em Medina do Campo e tomou o nome de João de São Mathias, e após o noviciado foi enviado para o monastério Carmelita perto da Universidade de Salamanca. Ele estudou ali de 1564 a 1568 e foi ordenado em 1567. João sentiu que os Carmelitas estavam com excesso de frouxidão e ele considerou passar para a Ordem mais dura dos Cartuzianos, mas foi dissuadido por Santa Tereza d‘,Ávila. Ela logo depois lançava a famosa reforma na Ordem das Carmelitas. João imediatamente conseguiu permissão para aderir ao rígido ascetismo da regra original da ordem e imediatamente se juntou a Santa Teresa em sua causa. Os dois se tornaram bons amigos e eles em pouco tempo estabeleceram o primeiro monastério dos Descalços em Duruelo, adotando ao mesmo tempo o nome de João da Cruz. O resto de sua vida foi devotado a promoção, reformas e escritos. De 1571 ele foi o reitor do monastério em Alcala,de 1572 a 1577 foi o confessor do convento da Incarnação em Ávila e conseguiu em 1579 a separação das Carmelitas em Carmelitas Calçadas Descalças, duas comunidades separadas, sendo a Segunda com regras bem mais duras. De 1579 a 1582 ele foi o Reitor do Colégio que ele fundou em Baeza e depois Reitor em Granada e Prior em Segovia. Através dos anos João sofreu grandes provações. Sofreu vários julgamentos e severas oposição às suas reformas mesmo dentro da Ordem, especialmente daqueles frades que recusavam a validade dos Carmelitas Descalços e tramavam intrigas e esquemas contra Santa Tereza d’,Ávila e São João da Cruz. Em 1577, por exemplo, ele ficou preso em uma cela no Monastério de Toledo, escapando após nove meses com um corda feita de pedaços de pano e subiu para a liberdade no dia da Festa da Ascensão. Ele se refugiou no Monastério de El Calvário em Andaluzia. Ele viveu em constante ameaça da Inquisição Espanhola e foi muito maltratado por Nicola Doria eleito superior da Ordem dos Carmelitas Descalços em 1583. A política de Doria era tão cruel que João se opôs a ele no Conselho Geral em 1791. Isto levou a Doria a retirar dele todos os postos e bani-lo para o Monastério de La Peneula, em Andaluzia. João morreu em 14 de dezembro de 1591 no Monastério de Ubeba. Ele fundou a Ordem dos Hospitaleiros de São João da Cruz destinada a atender os pobres e doentes. Conhecido como Doutor em Teologia Mística, João era um místico, teólogo e poeta que compôs ricos trabalhos onde encontramos profundas expressões místicas em tratados, em forma de poemas com comentários teológicos. Estes renomados poemas incluem o Cântico Espiritual , Ascensão ao Monte Carmel, Chama de Amor e Noite Sombria da Alma. Através destes trabalhos João apresenta o desenvolvimento da alma humana através da purgação, iluminação e união com Jesus. Ele permanece um dos mais expressivos e profundos teólogos místicos da historia da Igreja. Foi beatificado em 1675, canonizado em 1726 pelo Papa Benedito XIII e declarado Doutor da Igreja em 1926 pelo Papa Pio XI. Sua festa é celebrada no dia 14 de dezembro.

São Nimatullah Al-Hardini Youssef Kassab

(monge maronita) (1808-1858) NIMATULLAH AL-HARDINI YOUSSEF KASSAB, monge maronita, nasceu em Hardin, no norte do Líbano, em 1808: pertencia a uma família que o educou num profundo amor a Deus e à sua Igreja. Quatro dos seus seis irmãos seguiram a vida monástica ou sacerdotal. Terminados os estudos, foi viver com o seu avô materno, pároco de Tannourin, cujo exemplo suscitou nele o amor ao sacerdócio. Ingressou na Ordem libanesa maronita aos vinte anos, e durante o tempo de noviciado dedicou-se à oração comunitária e ao trabalho manual, demonstrando um grande amor ao Santíssimo Sacramento e a Nossa Senhora. Depois da profissão, a 14 de Novembro de 1830, foi enviado ao mosteiro dos Santos Cipriano e Justina em Kfifan, para estudar filosofia e teologia. Destacou-se pela sua habilidade em encadernar os manuscritos e livros, ofício aprendido durante o noviciado. Após a ordenação sacerdotal foi nomeado diretor do escolástico e exerceu o magistério até aos últimos anos, como professor de teologia moral. A sua jornada era vivida numa dimensão contemplativa, tendo como ponto central a celebração da Eucaristia, da qual hauria a força espiritual para se dedicar inteiramente à vida de oração, ao amor dos irmãos e à cultura. Na sua escola formou-se São Charbel, que assistiu à sua morte e à comovente cerimônia fúnebre em Dezembro de 1858. Al-Hardini sofreu com o seu povo durante as duas guerras civis (1840 e 1845), que prepararam os sangrentos acontecimentos de 1860, quando muitos mosteiros foram devastados, várias igrejas queimadas, e inúmeros cristãos maronitas assassinados. Grande foi a sua devoção à Virgem Maria, a qual depois foi inculcada também nos fiéis nas várias confrarias marianas por ele fundadas. Quando tinha 43 anos, por causa do seu zelo na observância das regras monásticas, a Santa Sé nomeara-o assistente-geral da sua Ordem. Para este cargo ele foi reeleito outras duas vezes, mas negou-se sempre a aceitar a nomeação de Abade-Geral. No mês de Dezembro de 1858, por causa do frio glacial do inverno da região de Kfifan, Al-Hardini foi acometido por uma pneumonia que se agravou dia após dia, a ponto de ele pedir a um dos seus monges que o transferisse para uma cela mais próxima da igreja, para assim poder ouvir o canto do Ofício divino. Poucos dias depois veio a falecer, confortado pela Unção dos Enfermos e pelo carinho dos seus coirmãos que sempre o consideraram um homem de Deus, pastor de almas e homem de ciência, exímio professor de teologia e de espiritualidade. Ele faleceu no dia 14 de dezembro de 1858 em Kfifan. Em 1864 seu corpo foi trasladado para outro local devido aos vários milagres relatados em seu túmulo, e creditados a sua intercessão. Em 16 de junho de 1927 seu túmulo foi aberto e seu corpo encontrado intacto. Foi canonizado em 16 de maio de 2004 pelo Papa João Paulo II. Sua festa é celebrada no dia 14 de dezembro.