Santo do Dia

<<  12/11/2018(2ª-FEIRA)  >>

Santo Anastácio

Conhecido também como Santo Anastasius, o Persa. Nasceu na Pérsia com o nome de Mangundat. De acordo com o seu biógrafo grego, Macundat era um jovem soldado persa no exercito do Rei Chrosroes II quando capturou Jerusalém em 614 DC.Ele tornou-se curioso a cerca da religião dos cristãos e ficou muito impressionado pelas suas sublimes verdades. Quando ele voltou para a Pérsia deixou o exército e se retirou para Hierápolis. Ali ele morava e trabalhava com um devoto cristão persa que era ferreiro. A arte religiosa que ele ficou conhecendo inspirou ainda mais a sua fé e finalmente ele deixou Hierápolis e foi para Jerusalém onde ele foi batizado como Anastasius por Modestus e entrou em um monastério em 621. Anastácio era o primeiro em suas obrigações espirituais, especialmente em assistir a Missa. Seus sermões piedosos atestam a sinceridade de sua alma. Ele lia acerca dos triunfos dos mártires com lágrimas abundantes. Após sete anos de monastério ele obteve a permissão de ir para a Caesarea, na Palestina para visitar os lugares santos e pregar o Evangelho as guarnições persas. Por lá ele foi preso, açoitado e colocado para trabalhos forçados. O governador Marzabanes ordenou que ele fosse acorrentado a um outro prisioneiro, seu pescoço e um pé ligados por uma pesada corrente, e o condenou a carregar pedras em uma pedreira próxima. Sabendo dos problemas de Anastácio seu velho Abade enviou dois monges para assisti-lo e ordenou que rezassem por ele. Nesse meio tempo Anastácio orava todas as noites. Um judeu relatou que o viu envolto em uma luz brilhante com anjos orando com ele. O governador mandou chama-lo. Marzabanes havia recebido ordens detalhadas de Chrosroes. Se Anastácio renegasse o Cristianismo em público, ele poderia retornar ao serviço militar ou ainda continuar cristão e retornar ao monastério. O governador ainda adicionou que ele poderia continuar um cristão de coração, desde que renunciasse a Cristo, privadamente na presença apenas do governador. Anastácio enviou sua resposta que ele nunca iria mentir, privada ou públicamente. Sempre recusando a renegar a sua fé ele foi levado acorrentado para Euphrates onde um oficial de Chrosroes falhou a induzi-lo a renunciar a Cristo, mesmo com a ajuda da tortura. Foi açoitado com varas por três dias consecutivos. Sua pele chegou a sair em várias partes. O oficial ficou pasmo com a tranqüilidade e paciência de Anastácio e foi de novo a Rei para relatar o acontecido. Neste período o carcereiro, que era um cristão, deu livre acesso ao prisioneiro e logo a prisão estava cheia de cristãos. Cada um beijava suas correntes e seus pés e guardava qualquer relíquia tocada pelo santo. Eles também passavam cêra nas correntes para receberem suas impressões. O santo estava embaraçado por tudo isso e tentava desencorajar seu admiradores. Eventualmente junto com 68 outros cristãos Anastácio foi estrangulado e degolado as margens do Rio Eufrates. Os corpos foram deixados exposto para serem devorados pelos cães e aves de rapina, mas milagrosamente seu corpo e sua cabeça ficaram intocáveis. Seu corpo foi enterrado no Monastério de São Sérgio próximo ao local onde foi morto e mais tarde foi levado para a Palestina, Constantinopla e em 640 para Roma onde ele está em um Santuário na Capela de Scalas Sanctus perto de São João Lateran. O monge que o recebeu, levou sua túnica de linho de volta ao seu Monastério na Palestina. Sua cabeça foi levada para Roma e está em um Santuário na Igreja de São Anastácio. Vários milagres são atribuído a esta cabeça, os quais foram aprovados pelo Sétimo Consilho Geral. A vida de Anastácio foi escrita por São Bede. São Anastácio é honrado pela Igreja Grega, Romana e Inglesa. No Brasil, é padroeiro da cidade de Tamboril no Ceará. Cumpre notar que que existe uma cidade no Oeste do Estado de São Paulo, Santo Anastácio, nomeada em homenagem a ele. Ele é também padroeiro da paróquia e da cidade de Santo Anastácio .Veja no site www.paroquiasantoanastacio.com.br. Sua festa é celebrada no dia 12 de novembro.

São Josaphat

Conhecido também como São Josaphat Kuncewics. Nasceu em 1580 em Volodymyr, na Lituânia (moderna Ucrânia) Seu pai era conselheiro municipal e sua mãe era conhecida com uma piedosa mulher. Educado na Igreja Ortodoxa Rutheniana a qual em 23 de novembro de 1595 se uniu a Igreja de Roma. Treinado como mercador em Vilna, a ele foi oferecido uma sociedade nos negócios e um casamento com a filha do sócio, mas sentindo o chamada religioso ele agradeceu a oferta e se tornou um monge da Ordem de São Basil (São Basílio) em Vilna, com a idade de 20 anos em 1604 tomando o nome de Josaphat. A fama de suas virtudes rapidamente se espalharam e pessoas as mais variadas e as mais distingas o visitavam para pedir os seus conselhos e a sua benção. Ele era erudito e depois que entrou para a Ordem o numero de noviços aumentou muito. Foi diácono e foi ordenado padre, no rito bizantino, em 1609. O superior de Josaphat de nome Samuel nunca aceitou a união com Roma e procurava um modo de lutar contra o catolicismo romano e os Uniats, nome dado aqueles que aceitavam a união das Igrejas. Conhecendo o trabalho de Samuel, Josaphat com muito desgosto teve que levar ao conhecimento de seus superiores em Kiev que removeram Samuel do seu posto e colocaram Josaphat em seu lugar. Pregador famoso dotado de notável eloquência ele trabalhou para unir os fieis e trazer os cristãos de volta a Igreja. Foi indicado Bispo de Vitebsk. Muitos religiosos temendo a interferência de Roma na liturgia e nos costumes nativos não desejavam se unir a Roma. O Bispo Josaphat acreditava na união e pessoalmente ensinada que a unidade era do maior interesse da Igreja e pelos seus sermões, ensinamentos, reformas clericais e o seu exemplo pessoal, ele levou grande parte da Igreja Ortodoxa da Ucrânia para a união. Nunca completamente aceito pelos dois lados, ele algumas vezes levantou objeções da Igreja Romana e do Arcebispo Polotsk, Lituânia em 1617. Quando Josaphat participava da Diet de Varsóvia em 1620 um grupo de dissidentes , com apoio dos Cossacos formaram um grupo anti-uniao e espalharam a acusação de que Josaphat havia se tornado um Bispo Romano e que seu s seguidores seriam forçados fazer o mesmo e colocaram uma figura de usurpador na cadeira do Arcebispo. Não ligando aos avisos Josaphat foi para Vitebsk para tentar corrigir o mal entendido e acalmar os distúrbios. O exercito permaneceu leal ao Rei que permanecia leal a Unificação e assim o exército tentou proteger Josaphat e o seu clero. Mais tarde no final de 1623, um padre anti-união chamado Elias gritou insultos a Josaphat em seu jardim e tentou entrar em sua residência. Quando ele foi removido uma multidão havia se formado e forçou a sua libertação. A mentalidade da multidão tomou conta e eles invadiram a casa de Josaphat que tentou em primeiro cuidar da segurança de seus seguidores antes de fugir, mas não conseguiu escapar a tempo e foi martirizado pela súcia indomável. Sua morte foi um choque para ambos os lados da disputa e trouxe alguma sanidade e um período de calma no conflito. Ele morreu em 12 de novembro de 1623. Foi surrado com bastões, atiraram nele e rebentaram sua cabeça a pauladas em Vitebsk, Belarus e depois seu corpo foi atirado no Rio Dvina, mas foi recuperado mais tarde. Enterrado em Biala, Polônia e quando de seu traslado 5 anos após sua morte, seu corpo foi encontrado incorrupto. Foi beatificado em 1643 e canonizado em 1876.Foi o primeiro santo do Leste canonizado por Roma. Ele é padroeiro da Ucrânia. Sua festa é celebrada no dia 12 de novembro.

São Nilo de Ancyra

Também conhecido como São Nilo do Sinai e São Nilo, o Sábio Era um oficial bizantino e parece que foi um prefeito pretoriano. Casado e pai de dois filhos. Quando os filhos cresceram, Nilo e esposa concordaram em se separarem e levar uma vida dedicada a Deus. Ele foi monge no Monte Sinai com o seu filho Theodulus. Após uns anos no monte, os árabes raptaram Theodolus. Nilus saiu em sua procura e o encontrou em Eleusa, na Palestina, onde o Bispo tinha resgatado Theodulus da escravidão e o colocou como porteiro da sua igreja. O bispo ordenou a ambos e ele retornou ao Sinai. Notável conhecedor de assuntos teológicos e autor de vários livros. Seus escritos influenciaram a Igreja Oriental. Bispo de Ancyra, (hoje Ankara -Turquia) amigo e conselheiro de São João Chrisóstomo. Nasceu no 4 século em Byzantium Faleceu em 430 de causas naturais. Sua festa é celebrada no dia 12 de novembro. Temos aqui um exemplo de um santo problemático ou talvez dois santos com o mesmo nome. No correr dos tempos, suas estórias se tornaram interligadas sendo difícil separá-las. Porem ambas são muito interessantes. 1) Alguns dizem que o Nilo de Ancyra tornou-se discípulo de São João Chrisóstomo quando estudante em Constantinopla. Retornando à sua terra natal Ancyra (hoje Ankara-Turquia), ele afundou um monastério lá perto, onde escreveu os trabalhos pelos quais ele é lembrado. Esses escritos eram dirigidos aos monges e se referem mais sobre moral e tratados ascéticos. Uma série de tratados foram impressos em inglês, em 1954, como Early Fathers from Philokalia. (Antigos pais de Philokalia) mas a autoria desses trabalhos é questionável. Nilus também tinha uma grande correspondência (inclusive duas cartas dirigidas ao Imperador Arcadius, chamando a atenção dele por exilar São João Chrisóstomos de Constantinopla, e muitas de suas cartas ainda existem e são conservadas na Biblioteca do Vaticano. 2) Por outro lado, outros escolares escrevem a história de outro São Nilus com festa no mesmo dia, mas que seria chamado de Nilus, o sábio. Era um oficial imperial, talvez um prefeito pretoriano de Constantinopla onde se tornou amigo de São João Chrisóstomo. Embora casado e com dois filhos, Nilus tornou-se monge no Monte Sinai com o seu filho Theodulus, após Nilus e sua esposa concordarem em deixar o mundo secular. Durante um ataque dos Árabes ao mosteiro, Theodulus foi raptado e Nilo foi procurá-lo e o encontrou em Eleusa onde ele estava sob a proteção do bispo local que ordenou a ambos. Nilus é tido como tendo escrito vários tratados teológicos e ascéticos e inúmeras cartas, mas algumas autoridades acreditam que Nilus, o autor, era um monge chamado Nilus, o sábio em Ancyra, assim até mesmo na última versão das melhores enciclopédias, os dois são confundidos.