Santo do Dia

<<  06/06/2018(4ª-FEIRA)  >>

São Cláudio de Besançon

Cláudio de Besançon foi um monge beneditino, abade e bispo e é tambem chamado de Claude. Ele nasceu na província francesa de Franche-Comté de uma família de senadores e começou uma carreira militar. Mais tarde, teria tido uma visão chamando-o para a ingressar na vida religiosa e ele decidiu se tornar um padre e foi ordenado e serviu como cânon em Besançon. Ele entrou para a Abadia Beneditina de Condat e algum tempo mais tarde devido a sua religiosidade e competência foi eleito Abade, trazendo a ascética Regra de São Beneditino para aquela comunidade. Em 658 ele foi indicado Bispo de Besançon, mas continuou como Abade até quando retornou a Abadia de Condat onde ele veio a falecer em 699. Muito venerado na França. Sua festa é celebrada no dia 6 de junho.

São Felipe Benizi

Philip Benizi foi um cardeal e pregador. Nascido em Florença, Itália de uma nobre família, foi educado em Paris e Pádua onde recebeu doutorado em medicina e filosofia. Durante algum tempo praticou medicina mas em 1253 ele entrou apara a Ordem dos Servitas, em Florença. Serviu como irmão até 1259 quando foi ordenado. Logo Felipe tornou-se um dos mais eloqüentes pregadores de sua época tornando-se mestre dos noviços em Siena, em 1262 e superior de varios mosteiros e frade superior geral dos Servitas em 1267. Reformando a ordem com zelo e paciência ele foi indicado como possível candidato a se tornar Papa pelo influente cardeal Ottobuoni logo, antes da eleição para escolher o sucessor do Papa Clemente IV (1265-1268). Esta possibilidade deixou Felipe muito consternado e ele escondeu-se numa caverna até a eleição terminar. Ele atendeu ao Concilio de Lyons em 1274 e onde conseguiu uma reunião com a Igreja Ortodoxa e fechou um acordo de paz com os Guelphs e os Ghibellines em 1279, e ajudou Santa Juliana a fundar a terceira ordem das Servitas em 1284 e enviou o primeiro missionário servita para o extremo oriente. Ele se retirou para uma pequena casa Servita em Todi onde morreu em Agosto 22 de agosto. Foi canonizado em 1671 Sua festa é celebrada no dia 23 de agosto. 3)São Felipe, o diácono Viveu no primeiro século Um dos sete diáconos mencionados no ‘,Atos dos Apóstolos. Filipe era um dos escolhidos pelos apóstolos em Jerusalém para assistir e atender aos mais pobres membros da igreja de modo que a comunidade era unificada entre os Palestinos Nazarenos e os judeus Helenitas que vinham a Jerusalém de outras partes do Império Romano. O diácono também ajudava os apóstolos nos seu deveres de modo a permitir que eles tivessem mais tempo para pregarem. Conforme os Atos dos Apóstolos Filipe foi o primeiro Nazareno a pregar na Samaria,convertendo o Simão Magnus (8:5-13) e na volta, na estrada de Jerusalém para Gaza, converteu o tesoureiro da rainha da Etiópia (231:8-9). Continuando as suas pregações ele se instalou na Caesarea e ali viveu com suas quatro filhas virgens que são veneradas como santas(21:8-9).São Paulo ficou em sua casa quando visitou a Caesarea.A tradição dá a ele a honra de bispo de Tralles, Lydia e algumas vezes ele é chamado de o evangelista um titulo dado apenas para diferencia-lo de um outro Filipe, o Apóstolo. Sua festa é celebrada no dia 6 de junho

São Marcelino Champagnat

São Marcelino nasceu em 20 de maio de 1789 no povoado francês de Marlhes, uma localidade onde predominava o analfabetismo. Sua mãe e sua tia serviram de modelos e guias para a afirmação de seu primeiros passos como cristão, e uma criação com fé e oração. Logo passou a desertar em Marcelino a vocação mariana. A formação intelectual do jovem Marcelino foi bastante trabalhosa por falta de professores competentes. Se sabe que ele negou a voltar a escola depois de ver como os professores maltratavam a um aluno e se dedicou a trabalhar na granja dos pais. Em 1805 quase analfabeto, respondeu generosamente ao chamado de Jesus foi ser sacerdote. Transcorridos alguns anos no seminário menor de Verrieres (1805-1813) ingressou no seminário maior de Lyon onde recebeu a formação ideológica e espiritual. Um grupo de doze seminaristas entre os quais o próprio Marcelino promoveram a criação da Sociedade de Maria formada por sacerdotes, irmãos e irmãs religiosas e leigos. Ordenado sacerdote em 22 de julho de 1816 ele foi indicado coadjutor da Vila de La Valla. Logo ficou impressionado com a pobreza cultural desta zona montanhosa e ainda observou que a escola atraia tão poucos que apenas alguns despreparados desejavam aprender. Fundação do Irmãos Maristas: Ao final de 1816 foi chamada a casa de um jovem de 16 anos chamado João Batista Montagne, que estava a morrer sem nunca ter ouvido ouvir falar de Deus. Nos olhos daquele jovem ele percebeu o clamor de milhares de jovens que como ele, eram vitimas de uma trágica pobreza humana e espiritual. Este fato fez com ele que entrasse em ação e em 2 de janeiro de 1817 reuniu seu primeiros discípulos dedicados a formar a Ordem dos Irmãos de Maristas. Ordem dedicada a ensinar aos meninos pobres o cristianismo. Os primeiros eram jovens do campo na maioria entre 15 e 18 anos mas habituados a duras tarefas do campo, a meditação e reflexão intelectual e ao trabalho. Marcelino transmitiu a esses jovens seu entusiasmo apostólico e educativo. Viveu entre ele como um deles. Ensinou-os a ler, somar, subtrair, a rezar e viver o evangelho a cada dia para chegar a uma comunidade de mestres e de educadores religiosos. Logo os enviou a casa dos mais pobres da comunidade para ensinar os meninos e, as vezes aos adultos, a religião e os primeiros princípios de leitura e escrita. Entre 1817 e 1824 fundou uma escola primaria no povoado de La Valla e a utilizou para ensinar também a religião. Durante os seus 51 anos de vida, Marcelino trabalhou consumindo forças para criar a sua família de educadores. Quando veio a falecer em 6 de junho de l840 a Ordem contava com 290 irmãos distribuídos em 48 escolas primarias. Foi declarado beato em 19 de maio de 1955 pelo Papa Pio XII pelos seus dois milagres plenamente comprovados e pelo terceiro foi canonizado pelo Papa João Paulo II, em 18 de abril de 1999. Sua festa é celebrada no dia 6 de junho

São Norberto

Nasceu em Xanten, Alemanha, filho do Conde Heriberto de Genes e Hedwigs de Guise e tornou-se um subdiácono em Xanten e viveu uma vida mundana nas cortes do Arcebispo Frederico I de Colonha e do Imperador Henry V ( 1106-1125). Ele evitou ser ordenado e declinou o posto de Bispo de Cambrai em 1113, mas em 1115 ele teve uma total e completa conversão após ter tido uma visão e ouvir uma anunciação divina e ser salvo milagrosamente em uma tempestade. Retirando-se para a Abadia de Siegburg, perto de Colonha onde ficou sob a direção espiritual do Abade Cuno. Ordenado, ele adotou uma vida monástica e retornou a Xanten onde ele fez reformas no clero. Os seus colegas não ficaram satisfeitos com suas austeras reformas e no Sínodo de Fritzlar em 1118 eles o acusaram de fazer inovações e modificações impróprias. Norberto renunciou ao seu ofício e foi ao Papa Gelasius II (1118-1119), o qual estava em Languedoc na época, e dele recebeu a permissão para pregar onde quisesse. Ele passou a fazer uma pregação itinerante no norte da França e logo ganhou reputação pela sua eloquência e pelos seus milagres. Em 1120 ele recebeu certa propriedade de Bartolomeo, Bispo de Laon e com 13 seguidores usaram a terra para estabelecer a Ordem do Pre-monastério do Vale de Premonté, sob a Regra de Santo Agostinho. Em um ano o numero de monges passou para 40 e logo várias outras casas foram fundadas, devido em grande parte, as pregações de São Norberto através da França, Bélgica e Alemanha. O reconhecimento da nova Ordem foi feito pelo Papa Honorius II (1124-1130) e no mesmo ano Norberto foi indicado Bispo de Magdeburgo. Trazendo austeras reformas e zelo a sua Sé, São Norberto sofreu grande oposição do lideres seculares e clérigos (os quais ressentiam os seus esforços de reclamar propriedades alienadas). Ele sobreviveu a varias tentativas de assassinato. Como ele era o conselheiro do Imperador Lothair II, Rei e Imperador da Alemanha (1125-1137), ele acompanhou o Rei a uma visita a Roma em 1132 e relatou pessoalmente tudo que acontecia ao Papa Inocencio II, que premiou a sua fidelidade estendendo sua jurisdição até a Polônia. O Rei Lothair o nomeou Chanceler da Itália. Ele pode então trabalhar para renovar toda a área sob a sua jurisdição e assim o fez, e seu trabalho na reforma da Igreja é reconhecido até hoje. Na verdade tanto trabalhou que acabou vindo a falecer de exaustão, em 6 de junho de 1134 em Magdeburg, Alemanha. Suas relíquias estão em Praga. Foi canonizado em 1582 pelo Papa Gregório XIII. Sua festa é celebrada no dia 6 de junho.