Santo do Dia

<<  08/05/2018(3ª-FEIRA)  >>

Santa Madalena de Canossa

Virgem Fundadora da Família Canossiana Filhos e Filhas da Caridade. Madalena di Canossa, uma mulher que acreditou no amor do Senhor Jesus e, enviada pelo seu Espírito entre os irmãos mais necessitados, os serve com coração de mãe e fervor de apóstola. Nasceu em Verona no dia 1° de março de 1774, de família nobre e rica, terceira de seis irmãos. Através de etapas dolorosas, como a morte do pai, o segundo casamento da mãe, a doença, a incompreensão, o Senhor a guia por estradas imprevisíveis que Madalena tenta, com esforço, percorrer. Atraída pelo amor de Deus, aos 17 anos deseja consagrar a própria vida a Ele e por duas vezes tenta a experiência do Carmelo. Mas o Espírito a solicita interiormente a percorrer um caminho novo: deixar-se amar por Jesus, o Crucifixo, pertencer a Ele somente, para ser totalmente disponível aos irmãos afligidos por vários tipos de pobreza. Retorna em família e, constrangida por acontecimentos dolorosos e pelas circunstâncias históricas trágicas do final do século XVIII, guarda secretamente no fundo do coração a sua chamada e se insere na vida do Palácio Canossa, aceitando a administração do vasto patrimônio familiar. Com empenho e dedicação, Madalena cumpre seus deveres quotidianos e amplia seu círculo de amizades, permanecendo aberta à ação misteriosa do Espírito, que gradualmente plasma o seu coração e a rende participante da paixão do Pai pelo homem, manifestada no dom total e supremo de Jesus na Cruz, no exemplo de Maria, a Virgem Mãe Dolorosa. Iluminada desta caridade, Madalena se abre ao grito dos pobres famintos de pão, de instrução, de compreensão e da Palavra de Deus. Descobre-os nos bairros periféricos de Verona, onde as repercussões da Revolução Francesa, o alternado domínio de Imperadores estrangeiros, as Páscoas veronesas haviam deixado sinais de evidentes devastações e de sofrimento humano. Madalena procura e encontra as primeiras companheiras chamadas a seguir Cristo pobre, casto, obediente, e enviadas a testemunhar a sua incondicionada caridade entre os irmãos. Em 1808, superadas as últimas resistências de sua família, Madalena deixa definitivamente o palácio Canossa para dar início, no bairro mais pobre de Verona, àquela que interiormente reconhece ser a vontade do Senhor: servir aos homens mais necessitados com o coração de Cristo! A Caridade é um fogo que se propaga! Madalena se torna disponível ao Espírito que a guida até os pobres de outras cidades: Veneza, Milão, Bérgamo, Trento . Em poucos decênios as fundações da Canossa se multiplicam, a Família religiosa cresce a serviço do Reino! O Amor do Crucificado Ressuscitado arde no coração de Madalena que, com as companheiras se torna testemunha do mesmo Amor em cinco âmbitos específicos: a escola de caridade para a promoção integral da pessoa, a catequese a todas as categorias, privilegiando os distantes, a assistência voltada principalmente aos enfermos dos hospitais, os seminários residenciais para formar jovens professoras de áreas rurais e preciosas colaboradoras dos párocos nas atividades pastorais, cursos de exercícios espirituais anuais para as damas da alta nobreza, com o objetivo de incentivá-las espiritualmente e envolvê-las nas várias áreas caritativas. Em seguida, esta atividade se estende a todas as categorias de pessoa. Em torno à figura e à obra de Madalena gravita uma constelação de outras Testemunhas da Caridade: Naudet, Rosmini, Provolo, Steeb, Bertoni, Campostrini, Verzeri, Renzi, os Cavanis, Leonardi, todos fundadores de outras famílias religiosas. A Instituição das Filhas da Caridade entre 1819 e 1820 obtém a aprovação eclesiástica nas várias Dioceses onde as Comunidades existem. Sua Santidade Leão XII aprova a Regra do Instituto com o Breve Si Nobis em 23 de dezembro de 1828. Perto do fim de sua vida, depois de repetidas tentativas com D. Antonio Rosmini e D. Antonio Provolo, Madalena consegue dar andamento ao Instituto masculino, que havia já projetado no seu primeiro Plano de Caridade. No dia 23 de maio de 1831 abre em Veneza o primeiro oratório dos Filhos da Caridade para a formação cristã dos jovens e adultos, confiando-o ao Sacerdote veneziano D. Francesco Luzzo, auxiliado por dois leigos de Bérgamo: Giuseppe Carsana e Benedetto Belloni. Madalena encerra sua intensa e fecunda existência terrena com apenas 61 anos. Morre em Verona, assistida pelas suas Filhas no dia 10 de abril de 1835. Era uma sexta-feira da paixão! Sobretudo façam conhecer Jesus Cristo! A grande paixão do coração de Madalena, é a grande herança que as Filhas, e os Filhos da Caridade são chamados a viver, uma disponibilidade radical, "dispostos pelo divino serviço a ir a qualquer país, até mesmo o mais remoto " (Madalena, Ep. II / I, p. 266). As Filhas da Caridade atravessam o oceano para o extremo-oriente em 1860. Atualmente são cerca 4.000, presentes nos cinco continentes, subdivididas em 24 organismos. Os Filhos da Caridade são cerca 200 e atuam em diversas cidades da Itália e além-mar. Irmãs e Irmãos Canossianos chamados "ad Gentes" se fazem atentos e receptivos às "sementes do Verbo" presentes em cada cultura e com o seu testemunho anunciam " aquilo que viram, ouviram, contemplaram. ": o Amor do Pai que em Cristo Jesus atinge cada homem para que tenha a vida. Neste dar e receber, o carisma se enriquece e se torna fecundo para o Reino! O carisma que o Espírito suscitou em Madalena não esgota certamente a sua vitalidade nas formas dos dois institutos. Resulta então que diversos grupos de leigos descobrem em Madalena e no seu dom o seu modo particular de viver a fé, de testemunhar a caridade nos vários âmbitos apostólicos das comunidades cristãs. A Igreja indica Madalena a todos nós, em particular aos seus Filhos e Filhas, como uma Testemunha do amor generoso e fiel do nosso Deus. A Ele agradecemos o dom desta Mãe e Irmã e pela sua intercessão pedimos, poder amá-Lo, como Ela, acima de todas as coisas e fazer com que os homens do nosso tempo O conheçam, vivendo a nossa específica vocação.

São Bonifácio IV (Papa)

Nasceu em Valeria, Abruzzi, Itália Filho de um médico chamado João.Estudante sob a direção de São Gregório, o magno. Monge Beneditino em Roma, serviu como distribuidor de comida e bens para os pobres. Eleito Papa 25 de agosto de 608. Ele converteu todos os templos dos deuses romanos em igrejas cristãs e converteu o Panteon em uma igreja dedicada a Nossa Senhora e a todos os santos.Correspondia com São Columbanus (um dos três maiores santos irlandeses junto com São Patrício e Santa Brígida) com o qual trocava riquíssimos pensamentos teológicos sobre a real natureza de Cristo, uma questão muito controvertida naquela época. Faleceu em Roma em 8 de maio de 615. Seu corpo está hoje enterrado sob o altar de São Tomas, na Basílica de São Pedro no Vaticano. Anteriormente era venerado em uma Capela erigida em sua honra pelo papa Bonifácio VIII (1294-1303). Um braço foi colocado no altar de Santa Maria in Cosmedin na Capela do Cardial Gaspare Carpegna em 1675. Sua festa é celebrada no dia 8 de maio.