Santo do Dia

<<  23/01/2018(3ª-FEIRA)  >>

Santo Ildefonso

É altamente venerado na Espanha e muito associado com a Virgem Bendita porque ele é venerado pelos seus famosos trabalhos concernentes a prova teológica da perpétua virgindade de Maria. Nascido por volta de 607, de uma família nobre, foi um pupilo de São Isidoro de Sevilha. Quando ainda jovem entrou para um monastério Beneditino da Agalia, perto de Toledo e acabou tornando-se o seu Abade. Foi com este posto que atendeu ao Concílio de Toledo em 653. Em 657 o clero e o povo elegeram este homem santo para Arcebispo de Toledo. Ele cumpriu seus deveres episcopais com diligencia e santidade até a sua morte em 667. Este santo é um favorito para as artistas medievais, especialmente em conecção com a lenda da aparição da Virgem Maria para ele, presenteando-o com um cálice. São Ildefonso escrevia muito, mas infelizmente apenas quatro de seus trabalhos sobreviveram ao tempo. Entre eles estão os documentos já mencionados e um importante documento da história da Igreja Espanhola, durante dois terços do século sétimo, que tem o título de “ Concernente aos sete homens famosos”. Sua festa é celebrada no 23 de janeiro

São João, o esmoler

Também chamado de São João, o Almoner ou São João, o Armsgiver Nasceu em Amathus (Antigo Limasol), em Chipre em 550 DC. Dois contemporâneos dele, João Moscus e Sophronius deram autenticidade a sua história, em seus relatos. João, filho de um nobre de nome Epiphanius, governador de Chipre casou-se ainda muito novo, mas quando sua esposa e seus dois filhos morreram (provavelmente da peste-seria varíola) ele entrou para a vida religiosa, deu seus bens para os pobres e ficou famoso pela sua santidade e caridade. Quando João tinha 50 anos e ainda um leigo ele foi escolhido Patriarca de Alexandria pelo seu irmão adotivo Nicetas, que havia ajudado o Imperador Heraclius a subir ao poder. A Igreja havia sido muito reduzida pela heresia Monophysitas e João se empenhou em recomendar a ortodoxia, dando exemplos de vida virtuosa e santa. Logo que assumiu o cargo o Patriarca João ordenou que se fizesse uma lista dos pobres. A lista tinha 7500 nomes dos pobres da Diocese os quais ele alimentava todos os dias. Uma das primeiras ações de seu episcopado foi a distribuição de 80.000 peças de ouro para hospitais e monastérios. Quando alguns protestaram ele respondeu que havia tido uma visão. Contou que uma linda mulher apareceu para ele representado a Caridade e lhe disse : Eu sou a filha mais velha do Senhor Rei. Se você for meu amigo eu o levarei a Ele. Assim ele seguiu sistematicamente a política de Esmoler(aquele que dava esmolas) até a sua morte em 11 de novembro de 619. Diz a tradição que suas ações influenciavam outros a seguirem seus exemplos. Ele era inspirado pelo pensamento que ajudando aos pobres estava dizendo obrigado a Jesus, que havia se sacrificado para nos salvar. Quando alguém em particular tentava agradecer João abruptamente dizia: Irmão, eu não derramei meu sangue por você. Foi Jesus Cristo meu senhor e meu Deus e é Ele que me comanda. Todas as quartas e sextas feiras ele sentava no banco do lado de fora da igreja, arbitrando disputas, dando conselhos, ouvindo as reclamações dos necessitados e imediatamente procurava corrigir os erros que estavam prejudicando aquelas pessoas. Ninguém era insignificante para não ter a sua atenção. As funções de seu ofício, orações e leituras ocupavam muito do seu tempo, mas ele nunca pronunciou uma palavra de reclamação. Bravo, ele expulsava da sua igreja aqueles que tomavam dos pobres e não permitia aos detratores entrarem em sua igreja. Por outro lado sempre desarmava seus inimigos pela sua humildade e as vezes até se ajoelhava a seus pés pedindo perdão. João proibiu a todos que trabalhavam para ele a receber presentes, que considerava uma forma de suborno e acabou com a corrupção em sua diocese. João, o esmoler é o padroeiro da Ordem de São João em Jerusalém mais tarde convertida na Ordem dos Cavaleiros de Malta. Sua relíquias foram levadas para Constantinopla e lá ficaram até que o Imperador presenteou-as ao Rei Matthias da Hungria. Elas então foram levadas para Tall (perto de Presbourg/Bratislava –,Hungria) e em 1632 foram trasladadas para um lindo santuário na Catedral de Presbourg, onde estão até hoje. Sua festa é celebrada no dia 23 de janeiro. Na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado com uma carteira ou com um rosário em suas mãos. Algumas vezes ele é mostrado dando esmolas a um aleijado.